1. Cronograma
- até 19/8: Estudo prévio
- até 19/8: Questionário sobre o perfil dos estudantes (atividade obrigatória)
- 19/8, 8h15 a 11h50: Aula
- até 24/8: Relatório Semanal
2. Introdução e objetivos
Este módulo tem como função apresentar a disciplina aos estudantes.
Inicialmente, os interessados devem ler a seção "Informações", no menu superior da página. Ela contém informações sobre a ementa do curso, seus objetivos, seu formato e sobre o sistema de avaliação.
No primeiro encontro, essas informações serão expostas à turma, para esclarecer eventuais dúvidas.
Este módulo tem como principais objetivos:
- desenvolvimento de uma visão geral sobre o curso e sobre as habilidades que serão desenvolvidas para ser possível o exercício da pesquisa de dados em direito.
- percepção dos interesses pessoais em cada uma dessas dimensões, a ser desenvolvida por meio das reflexões necessárias para a resposta ao questionário, que é atividade obrigatória da semana.
3. Estudo
3.1 Leitura obrigatória
Todas as semanas, haverá textos de leitura obrigatória. Se você já tiver lido algum dos textos obrigatórios (por exemplo, por ter cursado Pesquisa Jurídica com o prof. Alexandre Costa), substitua sua leitura por um dos textos sugeridos ou complementares.
- Costa, Alexandre; Costa, Henrique (2020). Data Science e Direito: uma introdução. Arcos.

O primeiro texto obrigatório é uma descrição introdutória do que é Data Science e de sua relevância para a atividade jurídica atual.
- Costa, Alexandre; Fulgêncio, Henrique; Horta, Ricardo (2024). Direito e Pesquisa. Cap. II: Direito e Pesquisa.

Este é um texto que possivelmente você já leu em Metodologia de Pesquisa. Se for esse o caso, escolha um dos textos de leitura sugerida ou complementar.
3.2 Leitura sugerida
Na maioria das semanas, haverá leitura sugerida. Enquanto as leituras complementares são indicações de aprofundamento em temas específicos, as leituras sugeridas são desenvolvimentos do tema central discutido na semana.
- Conway, Drew. The Data Science Venn Diagram.

Este é o texto em que Drew Conway descreve o diagrama de Venn por meio do qual ele apresenta a ciência de dados, mencionado no texto de leitura obrigatória.
- Davenport, Thomas; Patil, Dhanurjay. Data Scientist: The Sexiest Job of the 21st Century. Harvard Business Review, 2012.

Pathil foi um dos criadores do termo "data scientist" e, neste texto, juntamente com Thomas Davenport, fazem um balanço do significado da profissão de "cientista de dados" e das potencialidades desse tipo de abordagem. Embora tenha sido escrito em 2012, as considerações continuam atuais.
- Epstein, Lee; Martin, Andrew (2014). An Introduction to Empirical Legal Research. Oxford: Oxford University Press. Cap. 1: Some preliminaries.
Se tivéssemos de indicar um livro introdutório sobre a pesquisa empírica em direito, seria esta excelente obra de Epstein e Martin. Vários dos capítulos deste livro serão utilizados como leitura sugerida ou complementar, ao longo do curso. Você pode buscá-lo em bibliotecas virtuais abertas.
- Costa, Fulgêncio e Horta. Metodologia da Pesquisa em Direito. Arcos.

Esta página tem os cursos de Metodologia em que participo. O mais atualizado é justamente o do PMPD.
3.3 Leitura Complementar
Em cada semana, haverá indicação de leituras complementares, que servem para aprofundamento. Certas vezes, as leituras complementares de um módulo serão recuperadas posteriormente como leitura obrigatória ou sugerida.
3.3.1 Leitura Complementar - Geral
- Costa, Alexandre; Fulgêncio, Henrique; Horta, Ricardo (2024). Direito e Pesquisa. Introdução, Cap. 1 (Os saberes Jurídicos) e Cap. 3 (Por uma educação jurídica contemporânea).

- Abrantes, Paulo. Método e Ciência: uma abordagem filosófica. Belo Horizonte: Fino Traço, 2013.

Esta é uma ótima obra de referência sobre as discussões contemporâneas acerca da ciência e dos métodos científicos.
- Núcleo de Pesquisa Judiciário e Democracia (coordenado pelo Rogério Arantes, da USP). JUDEDATA.

- Nobre, Marcos (2003). Apontamentos sobre a pesquisa em direito no Brasil. Novos Estudos Cebrap. São Paulo. jul. 2003. p. 145-154.
Este texto iniciou um debate bastante produtivo sobre a relação das pesquisas em Direito com as pesquisas em Ciências Sociais no Brasil. Entre seus pontos principais, está um diagnóstico de que existia um relativo atraso nas pesquisas em direito, e que os trabalhos acadêmicos dos juristas tendem a seguir o modelo do "parecer" e não da "pesquisa".
- Fragale Filho, Roberto; Veronese, Alexandre (2004). A pesquisa em Direito: diagnóstico e perspectivas. Revista Brasileira de Pós-Graduação. v. 1, n. 2, p. 53-70, nov. 2004. Parte sugerida: Introdução, Ponto 3 (Esterilidade ou problema epistemológico?) e Conclusão.
Veronese e Fragale defendem que não existe atraso, mas uma especificidade do campo do direito, acompanhada da ausência de uma reflexão epistemológica e metodológica no direito. O fato de o curso de pós-graduação em direito focar na formação de professores e não de pesquisadores faz com que ele se concentre no desenvolvimento de habilidades profissionais, que não se confundem com as habilidades para pesquisa.
- Costa, Henrique. Blog do Henrique.

Este blog, organizado pelo Prof. Henrique Araújo Costa, trata de vários temas que envolvem a relação de Direito e Tecnologia e hospeda um dos textos de leitura sugerida desta semana. Há vários outros textos do site úteis para quem se interessa pela utilização de ferramentas de TI tanto na educação jurídica como na prática profissional dos operadores do direito.
3.3.3 Trabalhos do Professor
Para contextualizar o curso dentro da produção do docente, apresento alguns dos trabalhos publicados que resultam da análise de dados empíricos.
- Costa, Alexandre; Benvindo, Juliano (2013). A quem interessa o controle concentrado de constitucionalidade.

Este é o primeiro trabalho que fiz a partir de uma metodologia de análise de dados judiciais. É também o item mais citado da minha produção, o que me faz crer que a utilização desse tipo de abordagem tem a potencialidade de gerar pesquisas que interessam efetivamente ao campo.
- Costa, Alexandre; Carvalho, Alexandre; Farias, Felipe (2016). Controle de constitucionalidade no Brasil: eficácia das políticas de concentração e seletividade. Rev. direito GV[online]. 2016, vol.12, n.1, pp.155-187.

Este texto descreve o modo como se desenvolveu o sistema brasileiro de controle de constitucionalidade e oferece evidências empíricas no sentido de que a estratégia fundamental do STF para enfrentar o aumento do número de processos tem sido a de ampliar os poderes monocráticos dos ministros, gerando barreiras que limitam o número de processos a serem apreciados pelo Plenário.
- Costa, Alexandre A.; Costa, Henrique A (2018). Evolução do perfil dos demandantes no controle concentrado de constitucionalidade realizado pelo STF por meio de ADIs e ADPFs. Revista de Ciências Sociais (UFC). , v.49.
A indicação deste artigo tem como objetivo oferecer um exemplo de pesquisa de dados, para que vocês se familiarizem com a linguagem e com os formatos de textos jurídicos que se baseiam em análises de dados.
O texto mostra a evolução do perfil dos requerentes nas ADIs e ADPFs, até o ano de 2018. Em especial, é importante notar que a publicação de um trabalho desse tipo deve ser acompanhada da base de dados que fundamenta as conclusões. Nesse caso específico, também há um arquivo com os gráficos produzidos (que precisam da instalação do Tableau para poderem ser lidos), pois as dimensões de uma revista tipicamente não permitem uma visualização adequada de gráficos mais complexos.
- Pedrosa, Maria Helena; Costa, Alexandre A (2023). O controle concentrado no Plenário Virtual do STF: perfil das sessões de julgamento e perspectiva de perenidade. Suprema, v. 3, n. 1.
Para um artigo mais contemporâneo, sugerimos a leitura deste texto de 2023 sobre o Plenário Virtual.
3.3.4 Outras mídias
No item outras mídias, fazemos sugestões de áudios ou vídeos que servem como material complementar de aprendizagem.
- Recondo, Felipe. Sem Precedentes. Podcast.
Este podcast, coordenado pelo jornalista e pesquisador Felipe Recondo, tem como constantes presenças alguns dos principais pesquisadores empíricos sobre o STF, como Diego Arguelhes (Insper), Thomaz Pereira (FGV) e Juliana Alvim (UFMG).
4. Atividades
Toda semana teremos algumas atividades previstas, que podem ser individuais, em dupla ou em grupos. A maioria delas é complementar, mas algumas são obrigatórias, como a seguinte.
4.1 Atividade obrigatória: Questionário sobre o perfil dos estudantes
4.2 Garantir acesso a um PC capaz de executar os programas necessários para a disciplina
Não é preciso um computador excepcionalmente novo nem poderoso, mas o devido rendimento na disciplina exige o acesso a um PC capaz de executar os programas que serão utilizados, especialmente o Excel, o Tableau e o Python.
O programa mais exigente é o Tableau, que tem as seguintes especificações mínimas de hardware. Portanto, o mínimo são 2GB de RAM e de memória disponível, bem como processador Intel Core i3 ou AMD Ryzen 3 (dual core). Embora seja indicada como configuração ótima um Core i7 (ou AMD Ryzen 7), eu utilizo um AMD Ryzen 5 com 12GB de RAM e o programa roda sem problemas.
Se você não tiver acesso a um notebook com essas características, é possível realizar a aula em duplas, com alguém que tenha um computador compatível. Na impossibilidade de acesso, mesmo compartilhado, é preciso conversar com o professor para buscar uma alternativa.




